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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Mesmo cursos breves de corticoides: 2x mais fraturas, 3x mais TVP e 5x a chance de Sepse em um mês




A prescrição de corticoides (e mesmo corticoides de depósito[!]) não tem sido incomum para alívio sintomático de quadros relativamente banais como infecções de vias aéreas sem maiores complicações e outras afecções como dores articulares leve e quadros inflamatórios diversos.




A despeito da melhora sintomática importante que trazem, critérios judiciosos para a prescrição dessas medicações devem ser tomados, pois não são isentos de riscos! Lembrem-se do Dr. Otho: "O corticoide leva o paciente para a mesa de Laennec sorrindo".

Segundo estudo do BMJ, no primeiro mês após uso de corticoides, há 2 vezes mais chances de fratura, 3 vezes mais chance de trombose venosa profunda e 5 vezes o risco de sepse. Esses eventos se manifestaram mesmo com 5-6 dias de curso e com doses de somente 20 mg equivalente de prednisona. 

Vejam mais informações e link para o artigo abaixo.



Even Short-term Oral Steroids Carry Serious Risk

The millions of Americans prescribed short-term oral corticosteroids are taking a dose of risk along with their medication, according to a cohort study of more than 1.5 million adults.

Within 30 days of initiating these drugs, even at relatively low doses, users had a nearly twofold increased risk for fracture, a threefold increased risk for venous thromboembolism, and a fivefold increased risk for sepsis.

"Greater attention to initiating prescriptions of these drugs and monitoring for adverse events may potentially improve patient safety," write Akbar K. Waljee, MD, an assistant professor of gastroenterology at the University of Michigan in Ann Arbor, and colleagues. They present their findings in an article published April 12 in the BMJ.

They found that more than one in five adults included in the Clinformatics DataMart, a large national database of commercial insurance claims, received prescriptions for short-term oral corticosteroids during the 3-year study, which ran from January 1, 2012, to December 31, 2014.

Although corticosteroids are among the most common cause for hospitalization for drug-related adverse events, and various specialties have long focused on optimizing their long-term use, the short-term risks associated with the drugs have been less carefully studied.

"Although physicians focus on the long-term consequences of steroids, they don't tend to think about potential risks from short-term use," said Dr Waljee in a university news release. "We see a clear signal of higher rates of these three serious events within 30 days of filling a prescription. We need to understand that steroids do have a real risk and that we may use them more than we really need to. This is so important because of how often these drugs are used."

Of 1,548,945 adults aged 18 to 64 years included in the database, 327,452 (21.1%) received at least one outpatient prescription for short-term oral corticosteroids (30 or fewer days). The mean age of users was 45.5 years (standard deviation [SD], 11.6 years) compared with 44.1 years (SD, 12.2 years) for nonusers (P < .001). The median duration of use was 6 days (interquartile range, 6 - 12 days).

The six most common indications for the drugs were upper respiratory tract infections, spinal conditions, intervertebral disc disorders, allergies, bronchitis, and nonbronchitic lower respiratory tract disorders. Together, those indications accounted for about half of all prescriptions. The two most common physician specialties prescribing short-term oral corticosteroids were family medicine and general internal medicine.

Nearly half (46.9%) of recipients were prescribed a 6-day prepackaged methylprednisolone "dosepak," which tapers the dose from highest to lowest. Dr Waljee noted in the news release that although individual oral steroid pills can cost less than a dollar each for a 7-day course, the prepackaged version may cost several times that and often initiates therapy with a higher high dose than may be necessary.

Use was more frequent among older patients, women, and white adults, with significant regional variation (all P < .001).

Within 30 days of drug initiation, there was an increase in incidence rate of the following: sepsis, with a rate ratio of 5.30 (95% CI, 3.80 - 7.41); venous thromboembolism, with a rate ratio of 3.33 (95% CI, 2.78 - 3.99); and fracture, with a rate ratio of 1.87 (95% CI, 1.69 - 2.07).

The increased risk persisted at prednisone equivalent doses of less than 20 mg/day, with an incidence rate ratio of 4.02 for sepsis, 3.61 for venous thromboembolism, and 1.83 for fracture (all P < .001).

Rate ratios decreased during the following subsequent 31 to 90 days, however.

Although rare, hospitalizations were also more frequent in users than nonusers, with 0.05% of users admitted for sepsis compared with 0.02% of nonusers. For blood clots, the admission rate was 0.14% versus 0.09%, and for fractures, it was 0.51% vs 0.39%.

Dr Waljee and associates found it significant that the most frequent corticosteroid prescribers were not rheumatologists or other subspecialists experienced in treating inflammatory conditions long-term. "A substantial challenge to improving use of oral corticosteroids will be the diverse set of conditions and types of providers who administer these drugs in brief courses," they write. "This raises the need for early general medical education of clinicians about the potential risks of oral corticosteroids and the evidence basis for their use, given that use may not be specific to a particular disease or specialty."

On the basis of these findings, Dr Waljee recommended prescribing the smallest possible amount of corticosteroids for treating the condition in question. "If there are alternatives to steroids, we should be use those when possible," he said in the release. "Steroids may work faster, but they aren't as risk-free as you might think."

This study was supported partly supported by the University of Michigan's Institute for Healthcare Policy. The authors have disclosed no relevant financial interests.





terça-feira, 12 de abril de 2016

Visita de prescrição - comentários

Caros,

Fizemos mais uma visita de prescrição. Essa sessão contou com a participação especial do farmacêutico Dr. Neto e das residentes multiprofissionais Camila e Taline. Essa interação multidisciplinar foi muito profícua sendo espaço para tirada de dúvidas logísticas, clínicas e farmacológicas. 

Algumas observações importantes são descritas abaixo:

Uma prescrição foi editada em projeção por meio de um iPad e discutida com diversos cenários clínicos. As recomendações são sobre prescrições em geral.
  • Não esquecer as orientações da dieta!
  • Cuidado com os impressos! Nessa prescrição o item 2 saiu como "glicose 5%". Apesar de um erro sem impacto nesse caso, demonstra nossa necessidade de revisar cada prescrição. Caso fosse outra medição, representaria dose 10 vezes menor.
  • Apesar de haver publicações que demonstram vantagem em tempo estendido de infusão dos carbapenêmicos, o Meropenem disponível no hospital atualmente (da Biochimico) só tem estabilidade garantida por uma hora, devendo portanto ser prescrito em bôlus ou em até 60 min.
  • Não esquecer de datar início de tratamentos importantes como início de corticóide (item 8) e RIPE (item 7).
  • Hidrocortisona pode ser prescrita em bôlus ou então, conforme rotina da UTI, como 200 mg em 200 ml SF 0,9% correndo em BIC 24h.
  • IMPORTANTE: Quando velocidade de infusão e diluição não são colocados, o padrão da enfermagem é diluir em 100 ml SF0,9% e aplicar em 30 min.
    • Não prescrever "Conforme rotina"! Você deve especificar a rotina.
  • Para Anfotericina B, em pacientes com restrição a volume, é possível concentrar 1 FA em 250ml SG5%, sendo na bula possível até diluir 1 mg/1 ml.
  • Cuidado com grande concentração de medicações. Lembrar que sempre são desprezados cerca de 15-20 ml que ficam no equipo e quanto maior a concentração, maior a quantidade de medicação que fica no equipo.
  • Sempre avaliar judiciosamente o uso de Omeprazol (item 14). Via de regra é feito demais para profilaxia (sem indicação) e mantido por via EV quando se pode fazer VO/SNE. Sempre avaliar possibilidade suspender ou mudança EV → VO. Tentar enxugar a prescrição.
  • Omeprazol no HU tem preparo próprio para ser administrado por sonda. Concentração é 20 mg/10 ml. Obs: Quando grânulos são macerados há necessidade de preparo básico (bicarbonato feito pela farmácia); quando não macerado para ingestão os grânulos devem ter preparo ácido (como suco de laranja, limão, cítricos em geral)
  • Preferir as apresentações em solução disponíveis na casa e não macerar comprimidos = prescrever comprimidos quando VSNE (itens 12 e 13)
  • Cuidado com medicações que somadas podem ultrapassar dose máxima (item 9 e 15). Nesse caso não ultrapassa, mas lembrar de associações como Tylenol + Tylex em prescrição. Tivemos casos de ultrapassar dose máxima segura para paracetamol.
  • Prezar prescrever os nomes pelo princípio ativo no SUS. É obrigatório! (item 13)
  • Com relação aos dias de prescrição de ATB no HUWC - norma CCIH:
    • Quando não são realizadas todas as doses em 24 horas, deve ser prescrito D0 (por exemplo começar piperacilina + tazobactam às 20h). Item 3 realmente é D0.
    • Quando são realizadas todas as doses de um dia ou posologia de 24/24h, deve ser prescrito D1. Item 5 da prescrição seria D1 e não D0.
  • Preferir amarrar os horários de mensuração de Dx e não deixar 6/6h ou 8/8h.
  • Sempre deixar amarrada nova mensuração de Dx após uso de glicose 50%
  • Preferir uso EV ao uso IV. Segurança de prescricão. IV por vezes é confundido com IM
  • Evitar sintomáticos "se" caso o paciente não venha apresentando o sintoma. P.ex. se nunca teve febre, não deixar dipirona se febre. Se nunca teve náuseas e/ou vômitos e nem fará algo que justifique (p.ex. ciclofosfamida) não deixar plasil se N/V. Sendo algo novo, deve ser avaliado pelo plantonista.
  • Quando medicações estão rodeladas (item 13) sem justificativa, saber o porquê que não foi feita.
  • Sempre deve ser feita avaliação de interação de medicações e algumas definitivamente acendem uma luz vermelha para isso como:
    • Amiodarona e antiarritmicos
    • Warfarina
    • Anticonvulsivantes
    • Coxip
  • Deve-se utilizar aplicativos grátis como Medscape, Epocrates, Micromedex, Uptodate para avaliar:
    • Interações medicamentosas
    • Compatibilidade de soluções
    • Compatibilidade de correr em "Y" no mesmo acesso
  • Especificar preferencialmente o número do item em prescrições condicionais (item 9). Colocar "item 5" e não "ANFO B". Apesar de óbvio, pode haver confusões.

Agradecemos a participação de todos e esperamos fortalecer cada vez mais o cuidado multidisciplinar com envolvimento do máximo de profissionais.

Abraços,



quinta-feira, 30 de julho de 2015

Omeprazol (Inibidores de Bomba de Prótons) associados com Infarto do Miocárdio?

Inibidores de bomba de prótons e IAM: aumento do risco em 16%

Já vimos que os inibidores de bomba de prótons possuem efeitos colaterais bem documentados como diminuição da absorção de ferro, vitamina B12, Magnésio e Cálcio (com aumento de osteoporose e fraturas), aumento do risco de infecções intestinais, como por Clostridium, aumento do risco de pneumonia, nefrite intersticial e outros (postagem anterior: "Vamos renovar a receita do omeprazol?").

Entretanto, um recente artigo publicado no British Medical Journal demonstrou associação com aumento de risco de doença cardiovascular / infarto. Tal associação não foi evidenciada com Bloqueadores H2, como a ranitidina. Resta confirmação prospectiva, mas fica o alerta.

Cuidado com a prescrição em cascata! Tomar muitos remédios não é indicação de se fazer mais um, pois esse "para proteger o estômago" pode sair caro...

Primum non nocere.

Podem ver o artigo em [Free full-text PLoS One article PDF]

Vejam a descrição abaixo:

Is PPI Use Associated With Increased Cardiovascular Risk?

Information sourced from BMJ:
BMJ 2015;350:h3220
Research News
People taking proton pump inhibitors may have increased risk of myocardial infarction, study shows
Susan Mayor
London
People taking proton pump inhibitors have a 16% higher risk of myocardial infarction than people who don't, a large US data mining study indicates.1
Researchers used a novel approach to mine clinical pharmacovigilance data that used multiple data sources to assess whether there was any association between use of proton pump inhibitors and cardiovascular risk in the general population. They queried more than 16 million clinical documents, including patients' clinical notes, providing information on a total of 2.9 million people.
The results, reported in PLoS One, showed that, among patients with gastro-esophageal reflux disease, taking a proton pump inhibitor was associated with a 16% increased risk of myocardial infarction (adjusted odds ratio 1.16 (95% confidence interval 1.09 to 1.24)). There was no association with myocardial infarction for another class of agents commonly used to treat gastro-esophageal reflux disease, H2 antagonists (adjusted odds ratio 0.93 (0.86 to 1.02)).
A separate analysis in a prospective cohort showed that the risk of cardiovascular mortality in people taking proton pump inhibitors was nearly twice the risk in people not taking these drugs (hazard ratio 2.22 (1.07 to 3.78)).
"Our results demonstrate that PPIs [proton pump inhibitors] appear to be associated with elevated risk of MI in the general population and H2-blockers show no such association," wrote the researchers, led by Nigam Shah, assistant professor at the Stanford Center for Biomedical Informatics Research, California. Their result was consistent with previous findings that proton pump inhibitors may adversely affect vascular function, he said.
"These drugs may not be as safe as we think," said coauthor Nicholas Leeper, also from Stanford University. But he cautioned that the association between proton pump inhibitors and myocardial infarction seen in the study did not, in itself, prove causation. "This association needs to be tested in a large, prospective, randomized trial," he explained. "The truth will come out when we randomize several hundred people, give half of them PPIs and put the other half on H2 blockers, and see what happens."
References
01. Shah NH, LePendu P, Bauer-Mehren A, et al. Proton pump inhibitor usage and the risk of myocardial infarction in the general population. PLoS One 10 Jun 2015, doi:10.1371/journal.pone.0124653.
Copyright © 2015 BMJ Publishing Group Ltd
The above message comes from BMJ, who is solely responsible for its content.





quarta-feira, 29 de julho de 2015

Soluços: Como classificar e tratar?

Fonte:http://www.medscape.com/viewarticle/844420




O soluço é um sintoma relativamente comum que pode surgir em qualquer paciente, internado ou ambulatorial. Pode ser um epifenômeno banal ou estar relacionado com patologias graves, especialmente se persistente ou intratável. Há mais de 100 causas descritas de soluços relacionados à patologias.

Como classificá-lo?


  • Persistente: ≥ 48h
  • Intratável: ≥ 1 mês

Como tratá-lo?

Pode ser necessário excluir causas secundárias como patologias no SNC, tórax, abdômen, metabólicas, entre outras. Vale lembrar uremia como causa. O limiar para investigação é mais baixo no paciente internado, especialmente se o soluço for persistente. 

Entretanto, as primeiras medidas são simples e podem parecer até esquisitas. Então, compartilho uma história...

Lembro de uma noite de plantão do R1, quando sou chamado para ver um paciente da hematologia que apresentava soluços há dois dias (persistente) e não melhorava. Na época, recorri ao mnemônico  aprendido nos sábados com do Dr. Marcelo Lopes: PHAB (Plasil, Haldol, Amplictil, Baclofeno). Mas... o paciente tinha reação ao plasil, não podia fazer clorpromazina e haldol (não lembro mais o porquê) e não tinha baclofeno.  Ele já tinha tomado litros e litros de água, tentado susto, sem melhora...

O que fazer???

Então, sentando do lado do leito com o companheiro Current para ler, vejo as opções de tratamento descritas:

"(1) Irritation of the naso-pharynx by tongue traction, lifting the uvula with a spoon, catheter stimulation of the nasopharynx, or eating 1 tea-spoon (tsp) (7 g) of dry granulated sugar. (2) Interruption of the respiratory cycle by breath holding, Valsalva maneuver, sneezing, gasping (fright stimulus), or rebreathing into a bag. (3) Stimulation of the vagus by carotid massage. (4) Irritation of the diaphragm by holding knees to chest or by continuous positive airway pressure during mechanical ventilation. (5) Relief of gastric distention by belching or insertion of a nasogastric tube."


Sentimento: 😳😳😳

Então falei pro paciente: 
- "Olha, a gente tem a opção de tentar aqui uma ruma de coisa que parece esquisita, mas que pode funcionar..." 
Expliquei as opções. Ele topou, eu passei na copa, levei o acúçar em um copo e disse: 

-"Vamos começar pelo açúcar. Você toma esse açúcar sem água que eu vou ali pegar um saco pra você respirar nele".

... E pensei na longa lista de procedimentos que passaria a fazer no plantão...

Então quando eu chego com o saco, ele, depois de dois dias, me surpreende:
-"Passou!"👍👍

🙌🙌👏👏🏆

Conto para os outros residentes e tive vários feedbacks de pacientes, que nos plantões, passaram o soluço da mesma forma: 1-2 colher(es) de sopa de açúcar granulado seco (que desce irritando a garganta). Ainda bem que ele era jovem e não diabético! 😊😊😊

Eu tenho duas receitas próprias que não falham comigo. A primeira, realmente é com água, mas consiste em beber goles os menores possíveis da forma mais rápida possível, de forma que até a deglutição, às vezes, fica descoordenada. O segundo é aguentar um mata-leão até onde der (o que equivale à compressão carotídea).

Entretanto, ocasionalmente, podemos precisar lançar mão de medicações.

Que medicações e doses utilizar?

O texto abaixo cita várias drogas e revisa as seguintes:


  1. Clorpromazina (Amplictil®) comp. de 25 mg. Dose: 25-50mg VO 3-4x ao dia, podendo fazer parenteral nos casos refratários.
  2. Baclofeno (Lioresal®) comp. de 10 mg. Dose: 5-25 mg VO 3x ao dia.
  3. Gabapentina (Neurontin®) cáps. de 300 mg. Dose: 100-300 mg VO 3-4x ao dia. (Uma opção é abrir a cápsula e desprezar no "olhômetro" cerca de metade da dose, inicialmente).
  4. Metoclopramida (Plasil®) comp. de 10 mg. Dose: 10 mg VO 3x ao dia.

Transcrevo abaixo o texto extraído do Medscape.

Espero que tenham gostado :)

What Is the Latest on Treatment for Hiccups?

Question

What is the latest on treatment for hiccups?
Response from Jenny A. Van Amburgh, PharmD, BCACP, CDE

Assistant Dean of Academic Affairs; Clinical Professor, School of Pharmacy, Northeastern University; Director, Clinical Pharmacy Services & Residency Program, Harbor Health Services, Inc., Boston, Massachusetts
Affecting nearly everyone at least once in their life, a hiccup, or singultus, is a spontaneous, spasmodic contraction of the diaphragm and intercostal muscles, which is immediately followed by closure of the glottis. Air meeting the closed glottis produces the classic "hic" sound. Classification and determination of treatment is based on the duration and cause of hiccups. A bout of hiccups can last minutes to hours, while persistent hiccups last longer than 48 hours and intractable hiccups last longer than 1 month. Although hiccups are generally benign, prolonged hiccups may lead to complications, including exhaustion, malnutrition, dehydration, or even death in extreme cases.
Hiccups are usually self-limiting and resolve spontaneously with or without simple physical maneuvers, but pharmacologic treatment should be considered for hiccups lasting longer than 24 hours.
Common physical measures, or "folk remedies," include raising carbon dioxide pressure by holding one's breath and stimulation of the pharynx by sipping iced water, gargling, or swallowing granulated sugar. Although these remedies may provide relief, there is no scientific evidence to support their clinical efficacy on cessation of hiccups.
Several pharmacologic treatments have demonstrated anecdotal efficacy in the treatment of hiccups, but only one drug—the antipsychotic agent chlorpromazine—has been approved by the US Food and Drug Administration (FDA). Chlorpromazine may be used orally at 25-50 mg three to four times daily for intractable hiccups. Parenteral therapy can be considered if symptoms persist for 2-3 days. Other medications that have limited evidence of efficacy for hiccups include but are not limited to muscle relaxants (eg, baclofen), anticonvulsants (eg, gabapentin, pregabalin, carbamazepine, valproic acid, phenytoin), antipsychotics (eg, olanzapine, haloperidol, risperidone), and various other drugs (eg, metoclopramide, carvedilol, amantadine).

This article will review literature supporting the use of baclofen, gabapentin, or metoclopramide, three commonly used off-label medications, for the treatment of hiccups.

Baclofen is commonly used as a second-line therapy to chlorpromazine. Guelaud and colleagues conducted a study following 37 patients with chronic hiccups treated with baclofen (5-25 mg three times daily). Baclofen treatment resulted in cessation of hiccups in 18 patients (49%) and marked improvement in hiccups in 10 patients (27%).

Gabapentin is thought to curb the excitatory activity of the diaphragm via blocking voltage-gated calcium channels, reducing the release of glutamate and substance P. Thompson and Brooks conducted a MEDLINE search producing three case series (66 patients total with improvement/cessation in 64 patients) and 17 case reports supporting the successful use of gabapentin for hiccups. The recommended dosing of gabapentin for persistent or intractable hiccups is 100 mg three to four times daily, titrated until improvement up to a maximum total daily dose of 1200 mg.

Metoclopramide, a dopamine antagonist, has shown potential for hiccup cessation and decreased frequency via CNS depression. Wang and Wang conducted a double-blinded, randomized, placebo-controlled study to investigate the use of metoclopramide in intractable hiccups. A dose of metoclopramide 10 mg three times daily resulted in 11 out of 17 patients (65%) with marked improvement in hiccups compared with 4 out of 17 patients (24%) on placebo.
Although chlorpromazine is generally considered first-line therapy for the treatment of hiccups, drug therapy choice can be guided on the basis of concomitant disease states or intolerability to chlorpromazine due to postural hypotension, excessive drowsiness, or dystonic reactions. Baclofen might be an option for patients who do not tolerate chlorpromazine. Patients with hiccups and a seizure disorder or neuropathic pain may benefit from treatment with gabapentin, while metoclopramide can be helpful for patients suffering from hiccups and gastroesophageal reflux disease.
Above all, identifying the underlying cause of hiccups should be attempted first.

The author wishes to acknowledge the assistance of, Lisa Cillessen, PharmD, RPh; Amy Thein, PharmD, RPh; and Josephine Aranda, PharmD, RPh, PGY1 Residents at Northeastern University School of Pharmacy, in collaboration with Federally Qualified Health Centers and the Program of All-Inclusive Care for the Elderly, Boston, Massachusetts.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Dicas para manejo de anticoagulação com warfarina

fonte:
http://portal.crfsp.org.br
Como manejar anticoagulação oral com warfarina?

Anticoagulação plena é terapêutica necessária em várias situações clínicas, como TVP, embolia pulmonar, uso de válvulas cardíacas, presença de fibrilação atrial etc.

Apesar do surgimento dos novos anticoagulantes orais como Dabigatran (Pradaxa ®), Rivaroxaban (Xarelto ®) etc., que prescindem de controle laboratorial, a warfarina (Marevan ®, Coumadin ®) continua largamente utilizada pela sua eficácia como anticoagulante e pela experiência de décadas de uso. Entretanto a  warfarina traz o inconveniente de necessitar de controle pelo TAP/INR e ter uma estreita janela terapêutica.

A importante variação interpessoal do seu efeito e várias interações com medicamentos, dieta e situações clínicas relevantes podem colocar os pacientes sob risco de sangramento ou de trombose ao sair da faixa terapêutica.

Então algumas questões:


Qual dose de warfarina começar?

Usualmente a dose inicial é de 5 mg por dia.

Dose menor (p.ex. 2,5 mg/d) deve ser considerada em:
  • Idosos
  • Pacientes muito magros
  • Asiáticos
  • Baixa albumina
  • Ins Cardíaca Congestiva
  • Hipertiroidismo
  • Uso de medicações que interajam com metabolismo da warfarina (ver abaixo).

Dose maior 7,5 mg pode ser considerada em:
  • Obesos
  • Afrodescendentes
  • Hipotireoidismo
  • Uso de medicações que interajam com metabolismo da warfarina (ver abaixo).

Dose inicial de 10 mg, em geral, não é utilizada. Entretanto, o 9th ACCP recomenda que se pode fazer dois dias seguidos de 10 mg e reduzir para dose de manutenção que se estipula. Isso pode levar a INR supraterapêutico com maior frequência e não necessariamente se relaciona com efeito clínico, uma vez que sua subida precoce demonstra inibição do fator VII que tem a menor meia vida (6 horas) e não do fator II (60 horas). Efeito antitrombótico pleno usualmente ocorre do 5º dia em diante.


Quando fazer ponte com heparina para iniciar warfarina?

Usualmente em situações em que já haja trombos formados (evitar propagação) e em pacientes com deficiência de proteína C e proteína S. Deve permanecer por pelo menos 5 dias (pelo supramencionado), sendo o ideal mantê-la até se ter 2 INR na faixa terapêutica desejada.


Como ajustar a dose da warfarina após os primeiros dias?

Veja como ajustar as primeiras doses pela tabela abaixo:


Fonte: Current Medical Diagnosis and Therapeutics 2015


Em pacientes em uso de doses estáveis de warfarina, como ajustar INR que se encontra fora da faixa terapêutica?

Antes de fazer qualquer modificação na dose, é necessário avaliar:

  • Aderência
  • Interações medicamentosas
  • Alterações dietéticas
  • Alterações clínicas


# Aderência

Sempre avaliar omissão de doses ou doses extras e o horário das medicações.

# Interações medicamentosas

As principais drogas que aumentam o efeito da warfarina são:

  • Amiodarona
  • Fluconazol
  • Metronidazol
  • Bactrim
  • Anti-inflamatórios
  • Outros antibióticos

As principais drogas que reduzem o efeito da warfarina são:
  • Carbamazepina
  • Barbitúricos
  • Metimazol
  • Propiltiuracil
  • Rifampicina

Várias medicações, mesmo sem prescrição, polivitamínicos, chás etc. podem interagir. Por isso é importante comunicar toda e qualquer mudança em terapêutica, incluindo não somente uso de novas medicações, como também a suspensão e mudança de dosagem de medicações já em uso.


# Interações dietéticas

Alimentos ricos em vitamina K podem inibir efeito da warfarina. Entretanto, é um MITO que pacientes em uso de warfarina não podem comer folhas verdes, legumes e algumas frutas. Esses alimentos fazem parte de uma alimentação balanceada saudável, geralmente necessária e coadjuvante no tratamento de tantas outras condições associadas ao que levou à necessidade de se utilizar warfarina (obesidade, hipertensão, diabetes etc.). A chave é a moderação e constância no consumo desses alimentos. Por razões óbvias, esses pacientes usualmente necessitarão de doses maiores de warfarina para se manterem na faixa terapêutica.


# Alterações clínicas

Alterações da função tireoideana, exacerbações de insuficiência cardíaca e pacientes críticos podem ter alterações significativas no INR.


Como modificar a dose de warfarina para ajustar INR fora da faixa terapêutica?

O ideal é fazer o ajuste da dose semanal total

Também é desejável que se evitem doses muito diferentes de um dia para o outro. Por exemplo, é muito comum se fazer esquema tipo (1), com variação de até 100% da dose de um dia para o outro. O esquema tipo (2), um e meio comprimido de 2,5 mg de Coumadin® diário poderia ser mais interessante. 

SEG
TER
QUA
QUI
SEX
SÁB
DOM
Total
(1)
5
2,5
5
2,5
2,5
5
2,5
25mg
(2)
3,75
3,75
3,75
3,75
3,75
3,75
3,75
26,25mg


Infelizmente as apresentações brasileiras de Coumadin® são de 1 mg, 2,5 mg e 5 mg, enquanto nos EUA há uma grande variedade de apresentações (veja figura).



A tabela abaixo mostra como ajustar a dose da warfarina semanal de acordo com com o INR alvo:

Fonte: Current Medical Diagnosis and Therapeutics 2015

Como proceder em paciente que se encontra com INR elevado?

A conduta deve ser individualizada de acordo com a presença de sangramento grave ou risco de sangramento do paciente.

São fatores de risco para sangramento:
  • Idade acima de 65 anos
  • Hipertensão não controlada
  • Insuficiência renal (Creatinina > 1,5 mg/dL)
  • Risco de queda
  • Doença hepática
  • Histórico de sangramento digestivo ou genitourinário

Quando não há sangramento maior ou risco de morte (veja tabela abaixo), usualmente a suspensão da warfarina associada ou não ao uso de vitamina K em apresentação oral, (a depender do INR e risco de sangramento), usualmente são suficientes.




Veja como se conduzir de acordo com o INR, risco de sangramento ou sangramentos maiores.


Fonte: Current Medical Diagnosis and Therapeutics 2015

Como administrar vitamina K?

Não temos apresentação oral de vitamina K. 
É possível fazer a solução para administração EV misturada com suco por via oral.
As apresentações disponíveis:
  • Vitamina K 10 mg/ml (adulto)
  • Vitamina K 2 mg/0,2 ml (pediátrica)
As vias intramuscular e subcutânea devem ser evitadas!

A vitamina K EV na dose de 10 mg deve ser diluída em 50 ml de cristalóide e aplicada em 30 min  por bomba de infusão para evitar reações anafilactóides.


Como administrar plasma fresco congelado?

PFC na dose de 15-30 ml/kg. Lembrar que a reversão ainda é parcial, uma vez que só consegue subir até aproximadamente 20% os níveis de fator IX.

OBS: O complexo protrombínico (4PCC) na dose de 25-50 U/kg é a terapêutica que mais rapidamente consegue reverter os efeitos da warfarina.

Leitura complementar e referências:



Curiosidades históricas

A Warfarina traz esse nome derivado da WARF (Wisconsin Alumni Research Foundation), uma fundação de pesquisa fundada por 9 alunos da Universidade de Wisconsin com 900 dólares em 1925. Ficaram famosos por patentear uma forma de fortificar alimentos com vitamina D através de radiação UV. Entretanto,  em 1933, um fazendeiro entrou na universidade com um bezerro morto e uma lata de leite com sangue que não coagulava. Era a doença do trevo doce (Melilotus alba, M. officinalis), que fora utilizado na silagem e formava dicumarol, isolado em 1941 por Karl Paul Link. Em 1948 um análogo mais potente, WARFarina, foi utilizado como veneno de rato. Somente após ver uma tentativa de suicídio fracassada com 576 mg de warfarina, foi decidido começar a usá-lo em humanos.

 Para saber um pouco mais sobre essa história, clique aqui: http://toxsci.oxfordjournals.org/content/66/1/4.long e http://portal.crfsp.org.br/revistas/459-revista-do-farmaceutico/revista-115/5358-revista-do-farmaceutico-115-cultura-farmaceutica.html



quarta-feira, 9 de abril de 2014

10 Ways to Safely Push Ketamine in the ED

Um pouco sobre uma droga que não temos muito costume de usar...


10 Ways to Safely Push Ketamine in the ED



Published: Mar 19, 2014 | Updated: Mar 20, 2014
By Elbert Chu, Associate Producer, MedPage Today
Reviewed by Zalman S. Agus, MD; Emeritus Professor, Perelman School of Medicine at the University of Pennsylvania and Dorothy Caputo, MA, BSN, RN, Nurse Planner

A doctor recently took me on a ketamine trip, and I enjoyed it immensely.
Reuben Strayer, MD, led a "We should do ____ more often" session at the recent American Academy of Emergency Medicine (AAEM) meeting. The blank was, as you've probably guessed, "push ketamine," the N-methyl-D-aspartate receptor antagonist originally used in horses, but notorious as a street drug often called "Special K."
Clinically, ketamine has an established presence among anesthesiologists, psychiatrists, pediatric EDs, and has even spread to rural Uganda. Now, it seems physicians in the general ED have started to push ketamine more often. Richard Levitan, MD, recently called it a "comeback kid."
The number of articles about ketamine in PubMed has jumped to 730 in 2013, from 384 in 2000. But even as researchers study ketamine as a new antidepressant, some have warned of urinary tract dysfunction in long-term use and pointed out a growing problem of abuse in Southeast and East Asia.
So why is ketamine earning a spot in the general ED now? Here are 10 ways to ketamine can be used safely, lightly remixed from Strayer's presentation and with information from Howard Mell, MD, MPH, and Graham Walker, MD.
1. Push Ketamine for Analgesia
Analgesia is a sweet spot for ketamine, and underutilized, according to Strayer, an assistant clinical professor of emergency medicine at Mount Sinai. He said ketamine is a safe and powerful analgesic at 0.15 mg/kg and can be an option when opiates fail to reduce pain. And it's Strayer's second-line choice after opiates for recovering addicts, patients on methadone, or those with marginal blood pressure or breathing.
2. Consider Ketamine for Procedural Sedation
Strayer's ketamine pros are complete analgesia, sedation, and amnesia. Ketamine maintains airway reflexes and augments cardiorespiratory tone. "It's really a wonder drug for procedural sedation," Strayer said: It provides rapid onset, predictable duration, can be used intramuscularly, and has an unmatched margin of safety.
3. Reach For Ketamine in Rapid Sequence Induction (RSI)
Because ketamine has bronchodilation properties, Strayer recommended ketamine for patients being intubated for asthma or COPD. He also prefers ketamine as the RSI induction agent in all hypotensive patients, including trauma versus etomidate. It's Strayers "agent of choice" because it can be used in all patients where increase in heart rate and blood pressure is acceptable. "Dose big," said Strayer. He advised docs to take advantage of the long flat part at the end of the dose response curve.
Levithan referenced a 2011 clinical guideline for dissociative sedation as the definitive paper for RSI at a recent talk. The exception here is obtunded patients and those who are very hypotensive.
4. Dilate in Asthma
In cases where adult and pediatric patients who have near death asthma attacks, and intubation is imminent, Strayer recommended ketamine for its bronchodilation profile at induction dose, given over 30-60 seconds.
5. Sedate Post-Intubation
An under-sedated intubated patient is a dangerous situation. In this case, push ketamine, not vecuronium, says Strayer. Choose ketamine when RSI isn't the right SI, and when you don't want paralysis.
6. Keep It Handy as a Tranquilizer
Speed, safety, reliability, and intramuscular dosing are Strayer's top reasons to reach for ketamine to tranquilize patients, as discussed in the ACEP Excited Delirium Task Force.
"Ketamine is unrivaled for this indication," Strayer said. "No matter how big strong, or intoxicated, ketamine turns him into a complete bunny rabbit while ABCs are maintained 100% of the time."
He added that doctors need to weigh ketamine's risk of increased heart rate and blood pressure (see #8) against dangers to staff and nearby patients if using it to sedate someone having an uncontrolled thrashing rage. This is equivalent to procedural sedation – so treat patients as such. They should have one-to-one nursing or a physician at bedside. Strayer recommended ketamine 500 mg IM x 1.
7. Manage Ketamine's Psychiatric Distress
The psychiatric distress caused by ketamine is not dangerous, says Strayer. Prevent it by pre-induction comfort and pre-induction coaching. Tell them the drug will give them very vivid dreams, but they can control it. He recommended suggestions such as, "Imagine that you are on a beach." Anticipate any distress and be careful with small doses. Eventually, patients just need to metabolize the drug. Strayer added that docs can use propofol to manage hypertension, which is better than ketofol.
8. Remember the Cardiac Factor
The main downer on the ketamine party is that it can cause hypertension and tachycardia. A recent paper described two patients on ketamine who had cardiac arrest following RSI, although over at Resus.me, Cliff G. Reid, MD, notes three possible confounders the authors didn't take into account. Still, doctors should be aware of this risk, particularly in critically ill patients.
9. Lock it Down: Prevent Abuse
Afraid of ketamine dependency? Ketamine is not euphoric like opiates, Strayer said. It makes patients feel kind of weird, so people less likely to turn into addicts. Mell mentioned that he has staff double the number of inventory checks for ketamine, to prevent diversion, and also includes supervisors in the protocols.
10. Limit Risks of Laryngospasm, Hypertonicity, Hypersalivation
Laryngospasm is less common in adults than children but can happen. Anyone receiving dissociative-dose ketamine should be monitored as a procedural sedation patient. Strayer said physicians should respond with positive pressure ventilation, paralyze the patient, and intubate. Other possible side effects include hypertonicity, and hypersalivation. Also, there's no reversal agent.
Here's Strayer's guide to what happens at different doses of ketamine:
DosePhase/PurposeResponse
10-20 mg (0.1-0.3 mg/kg) Analgesia ABCs no problem. Second line to opiates, setup a ketamine drip for fine tuning.
30 mg (0.2-0.5 mg/kg) Recreational Patient converses, walks, and follows directions, but is stoned. Psychiatric distress unlikely.
50 mg (0.4-0.8 mg/kg) Partial Dissociation/AVOID Patients have some consciousness, some awareness, barely feel connected to the world and their own bodies. Might be able to speak or move. Most will find it terrifying, sometimes they freak out. This is where your patient should not be.
100 mg (>0.7 mg/kg) Dissociated/Intubate and Tranquilizer Unaware, awake but unconscious -- this is the "K-hole." Patient feels nothing, forms no memories.
1000 mg Still dissociated/Still Safe Higher doses do not intensify affect, just prolong the duration, suggesting a "remarkable margin of safety."
Bonus: In recent years, researchers have debunked a swirl of myths surrounding ketamine. Strayer dug up studies that address alleged contraindications [1234567].
Here are Strayer's slides from the AAEM ketamine trip session and his write up at Emergency Medicine Updates.
Strayer, Mell, and Walker disclosed no relevant relationships with industry.

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domingo, 4 de agosto de 2013

Dica de App #13: PECTEV - Quando realizar anticoagulação profilática em pacientes clínicos e/ou cirúrgicos?

Dica de App #13: PECTEV

A dica de app de hoje é do Dr. Giovany Capistrano e vai para o PECTEV (Programa de Educação Continuada em TromboEmbolismo Venoso).

O TEV é tema bastante relevante na clínica, uma vez que pode ocorrer em até 20% dos pacientes  clínicos e 80% dos pacientes críticos hospitalizados de alto risco, quando não tratados. Pode resultar em embolia pulmonar fatal em até 5% desses casos (CMDT2013). Então, como prevenir?

Baseado nas recomendações do Projeto Diretrizes do CFM/AMB  o app ajuda a avaliar a indicação de profilaxia de tromboembolismo venoso (que pode não parecer tão óbvia) e a escolha do método. O App  teve financiamento da Sanofi-Aventis®.


RESSALVA: Deve-se DESCONSIDERAR a subdose de 20 mg/dia de enoxaparina para profilaxia de pacientes com risco intermediário, como mostra a foto ao lado (seta laranja). Essa dose foi semelhante a placebo no estudo MEDENOX.

Lembrar também que foi demonstrado recentemente que as medidas não farmacológicas podem apresentar risco considerável.

Outro instrumento que ajuda na avaliação do risco de TEV é o escore de Padua (veja nos complementos, ao final desse post).





Abaixo está o fluxograma extraído das publicações do Projeto Diretrizes CFM/AMB.


Complementos:

 Escore de Padua para avaliação da indicação de profilaxia.

Esquemas para profilaxia farmacológica em diversos cenários (CMDT2013).