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terça-feira, 29 de maio de 2012

O EXAME NORMAL

O EXAME FOI NORMAL... O QUE É UM EXAME "NORMAL"?

Cuidado ao passar um exame como "normal". Na verdade, não façam isso...
Como está o perfil lipídico? "Normal"… Glicemia? "Normal"... Função renal? "Normal"… PTH? "Normal"… Eletrólitos normais.... e tantos outros exames "normais"...

Melhor do que definir que algum paciente se enquadre na curva de normalidade da uma população (nem sempre ele vai ser representado por essa população), é considerá-lo como ADEQUADO ou não. Normalidade vale para uma população. Adequação se define pelo contexto clínico, com seu julgamento e individualização para cada paciente! E como saber se algo está adequado ou não? Pela experiência e vivência, estudando, aprendendo e muitas vezes errando...



Um dos problemas de se dar resultado de exame como "normal" advem da própria curva de aprendizado em que todos estamos inseridos (afinal, o médico não deixa de ter o que aprender nunca), que tem uma inclinação bem mais acentuada no internato e residência (vocês nunca mais aprenderão tanto em tão pouco tempo!). Pode passar batida alguma particularidade clínica que impacte no alvo que se deseja...

Seguir fielmente aqueles limites de normalidade que aparecem do lado dos exames equivale a um leigo conduzindo o caso e se isso fosse verdade, médicos seriam prescindíveis frente às máquinas...

Por exemplo, o colesterol normal para um, não o é para um diabético… Uma creatinina "normal" de 1,0 não é normal para uma paciente magrinha que na admissão tinha 0,5 mg/dL… Um PTH "normal" em paciente com hipercalcemia é inapropriadamente elevado… Num paciente com SCA, K deve prefetencialmente ficar acima de 4,0 e Mg 2,0... Quantos diferenciais de hemogramas não deixaram passar linfopenia ou monocitose por que é passado como "diferencial normal"? E por ai vai... 

Ou seja, tudo deve ser individualizado para cada paciente em seu contexto clínico, então, especialmente nessa fase, SEMPRE PASSEM OS VALORES EXATOS. Evitar a resposta de "Exame Normal".

Abraços,

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